MAMA CADELA - CURA PELAS PLANTAS


Nome cientifico: Brosimum gaudichaudii Tréc.

Sinonímia: Maminha-de-cachorra, mamica-de-cachorra, apê-do-sertão, amoreira-do-mato, conduru, conduri, inharé, mururerama, boloteiro; pão-de-arara, maminha-de-cadela, maminha-de-porco, algodão-do-campo, mururerana, inhoré, inharé, espinho-de-vintém, apê-do-sertão, manacá-do-campo, maoreira-do-mato, conduru, conduro, algodãozinho.

Composição Química:
Compostos fenólicos-furanocumarinas (bergapteno e psoraleno)
www.biologo.com.br: O bergapteno, furocumarina encontrada em cascas, raízes e frutos verdes da mama-cadela, é um princípio ativo já é bem conhecido, sendo utilizado (em combinação com as vitaminas A, B1 e B6) no tratamento do vitiligo e outras doenças que causam despigmentação na pele. Ainda que os estudos científicos a respeito dessa substância não estejam concluídos, de fato vem-se observando a repigmentação de áreas afetadas por vitiligo através de seu uso. Alguns laboratórios goianos, paulistas e do Distrito Federal estão elaborando comprimidos, extratos, tinturas, pomadas e cremes com base nesta planta, que é também recomendada em estados natural na forma de chás. Está entre as plantas citadas por 90% dos raizeiros, em um trabalho etnobotânico realizado na região de Goiânia.
Dados para Cultivo
Informações Gerais
Preparo e Conservação
Uso Medicinal

Planta muito utilizada pelas populações do Cerrado, como espécie medicinal contra gripes e bronquites, como depurativo do sangue e em má circulação. A casca é comercializada em bancas de raizeiros da região.

Família Moraceae, mesma do carapiá, dos Ficus spp., e de gêneros comuns na Mata Atlântica, como Sorocea que apresentam espinhos margens das folhas e espetam os pés de desavisados que andam descalços pela mata. Também desta família, a amora (Morus sp.), a jaca e a fruta-pão (Artocarpus spp.), são exemplos de espécies introduzidas no Brasil que são bem conhecidas da população.

Propagação: Planta nativa, expontânea , sementes
Espaçamento: Planta nativa, expontânea
Época de Plantio: Planta nativa, expontânea
Época Colheita: folha, casca: ano todo; frutos (depende região)
Contra Indicações:
Planta tóxica, deve ser usadas em doses pequenas; com conhecimento de causa; dados consistentes e com muito bom-senso
Valor Alimenticio:
Os frutos podem ser consumidos frescos, quando maduros.
Extrato Peso/Volume: 10

Uso Principal:
Usar, raiz em infusão e fruto in natura, para as discromias [alterações de cor de partes da pele], principalmente o vitiligo (ver uso associado).

Uso Normal:
Ajuda diminuir efeitos do AVC [acidente vascular cerebral]; nas dermatoses bacterianas; no impetigo; nas foliculites; na erisipela; nas dermatoses por uso de drogas ou viróticas; como tônico cardíaco.

Uso Normal:
Junto com jenipapo para vitiligo. Uso interno em infusão ou decoto a 10% peso de folhas / água, 3 vezes ao dia. Ver dados da Mama-cadela [contra-indicações].

Características:
Família: Moraceae, originária dos Cerrados brasileiros. É uma dicotiledônea, caducifólio, arbustiva, apresentando um porte de aproximadamente 3-5 m, possui látex, tendo casca cinzenta, grossa, com manchas, folhas alternas sem pelos na face abaxial, flores carnosas com hastes sem pétalas agrupadas com globo, fruto originado de diversas flores, carnoso, amarelos e viscoso, não se abre quando maduro, frutifica e floresce durante todo o ano, raiz pivotante, madeira branca macia é utilizada na indústria de papel, fruto é comestível e semente é recalcitrante.

Mama-cadela pode ser encontrada na forma de arbusto ou arvoreta, atingindo até 4 m de altura; possui ramos tortuosos e latescentes; folhas simples, alternas, de consistência bem firme, com pecíolo – “cabinho” da folha – curto, face inferior aveludada, nervuras principais amareladas na face superior, latescentes; a planta é monoica, ou seja, possui flores unissexuadas no mesmo indivíduo; as flores têm coloração verde-amareladas, são minúsculas, agrupadas na extremidade de pedúnculos pendentes das axilas das folhas, de maneira especialmente característica da espécie; os frutos são drupas, compostas pelo desenvolvimento e fusão dos ovários das diversas minúsculas flores reunidas, coloração alaranjada, alcançando 3 cm de diâmetro, comestível ao natural ou na forma de sorvete e doces.

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